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Longa distância

janeiro 12, 2012

Um pulso

Contínuo, monotono, forte e vibrante
Suporta um coração ocupado

A longa distância chamo:
- Meu amor….
A resposta tarda, o tempo não passa, a distância me devora, mas sigo…

São horas de esperar, são tempos de resisitir e aguardar…
O coração bate, ninguém atende…
O coração toca, ninguém sente…

O telefone toca, sou mudo…
O telefone bate, sou surdo…
Devoro um blues, minhas linhas cruzam com o tempo e o espaço…
Nenhum me atende ou ouve meu suplício, não houve suplício.

Meu tempo se esvaí em um pulso contínuo e forte.
Derrama vermelha verve sob um distante colo alvo.

O amor finalmente chama, mas estou ocupado.

Discando M para…

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Muitas coisas encontradas…

agosto 2, 2011
No espaço finito
de um segundo
temos sobressaltos
ecoando por eras.
O tempo se acotovela
na fila para o fim.

Quem somos nós
para dizer algo?
Somos muitos segundos,
mas findamos primeiro.

Vinicius R. Serafim

Vazio
Longe
Nunca
Tudo é alheio,
A conformidade do infinito é alheia a mim.
O nada me comporta melhor,
As dimensões de um ego são suprimidas,
Compactáveis que são, inexistindo, no entanto.
A filosofia dos loucos transborda o caldeirão de meu córtex,
Esparrama-se no além de meus olhos. Não vejo minha razão,
Incomensurável e, ainda assim, inequivocamente inexistente.
Tudo é alheio
Nunca
Longe
Vazio

Vinicius R. Serafim

No sulco da pedra
Me encontro novo,
Na descoberta do tempo.
No limo da pedra
Os sons mudos,
Um céu de veludo.
No musgo da pedra
O rosto velho
Do pseudopoeta refletido.

No toque da pedra
A frieza do todo,
No todo eu sou.

Vinicius R. Serafim

Não diga do poeta:
- Morreu cantando.
Não foi uma musa
Que sorriu gritando.
Não foi colibri
Que viveu voando.
Foi mais um corvo
Que nasceu ralhando.
“Nasci de preto, me remoendo.
Nasci com dor e já sabendo,
Porque vivi estive morrendo “.

Vinicius R. Serafim

Somente o tempo nos deu a mão
Quando dançamos aquela ciranda
Na roda de fogo, o vento e o vinho,
Lavaram os corpos psicossomáticos.
Nem todos os métodos profiláticos
Apagaram o desejo manchando teu véu.
E o céu se fez sonho de olhos estelares
Seguindo as notas dançadas, escritas na alma.
E teu véu comeu meu corpo, escuro e teu.
Deitamos sonhos no colo de Deus
E meus astros... amaram os teus.

Vinicius R. Serafim

O sol se pôs a minha frente,
Enquanto olhava o leste.
Não tive razão para fechar os olhos,
Olhei o ventre do diabo, aberto entre montanhas,
Parindo uma tétrica noite.
No topo velho do monte caído,
Enterrei meu espírito no cemitério senil.
Vesti meu corpo de sangue e velas e vinhos velhos,
Nadando em nanquim “laminei” papiros e tua boca
[Inexistente, você vive?].
Dancei sobre sepulcros com ninfas, carvalhos e cães; louco dancei.
Ao passo das horas, tanto quanto estrelas e luas nuas, prata em pêlo;
Minha sombra viu-me lânguido e solícito de dor.

[Nati] Morto, acordei e bebi a boca do verme.
Não era eu e nem o sou, nunca fora tão verdadeiro.
Vesti meu mundo num cemitério, na noite e no vinho,
Vesti meu mundo como um eu.

Vinicius R. Serafim

Qual o mistério da carne?
Atrito de corpos no íntimo da certidão de ÓBITO.
O preço do sexo é alto.
ELA é dama de luxo.

Vinicius R. Serafim

Dias assim...
Vento negro, céu forte, luz in black tie
Dias como esse...
Oferecem-me cigarros feiticeiros
Que enevoariam meus medos
Eu os aceitaria
Pelo sabor da feitiçaria.
Eu transaria uma mariposa,
Para ganhar suas asas
E botar meu peito ao vento.
Free...butterfly.

Vinicius R. Serafim

Doce é a sensação
Ter a mão amada
Lá pousada... em minha mão.
Tendo elos a corrente,
Sendo notas na canção,
Pousada em teu desejo
Permanece minha mão.
Enraízam entre si,
Rêmora e tubarão
Vorazmente procurando...
Um caminho ao coração.
Dedilhando os teus dedos,
Adotando os teus medos,
Nossos toques, nossa mão.

De anjos e demônios,
É assim o coração,

No toque de teu toque
Permanece minha mão.
No toque de meu toque,
Devoro-te o coração...

Vinicius R. Serafim

O poeta escorre na mesa
O corpo virado na mesa
A boca quebrada
Pinga no chão, poemas e verve
Afogado, bêbedo...
O real lhe seca, resseca ou ressaca...
Quem dera fosse um porre logo se acabaria

Vinicius R. Serafim

Sendo formas na corrente;
Na cadência a devoção,
No verso sacrossanto
A eterna danação

Vinicius R. Serafim

Espero ter um fim
como o começar da vida,
na glória de um ventre,
colado a uma mulher.
Mulher...
animal ambíguo
[demônio, anjo]
e sociável,
especialmente entre as pernas.

Vinicius R. Serafim

Quatro paredes em um quarto,
noções difusas no gozo,
fotos perdidas na caixa.
Quatro quartos de nada
num único desejo:
apagar as dores da vida
logo ao primeiro beijo.

sigo enclausurado na partida,
caixa de sapato: a vida.

Vinicius R. Serafim

Essa é uma cidade baixa
Essa é uma cidade pequena
com pequenas mentes perturbadas
na turba alienada e incoerente
com baixos índices de genialidade
é uma baixa poça com água parada
(Á não, sangue)
Às vezes infla seu ego com concreto e aço
E cresce (mas acaba por se reduzir).

Vinicius R. Serafim

Reflexo esparso de um ego
fitando os calos do cego.
Tecido trançado na areia,
nas estrelas e telhados.

Meus gestos nodosos, calados,
refletem a dança e o talhado
dos ossos compactos.
A luz é fora,
aqui é cacto.

Suave sonda, a sombra Assoma.

Vinicius R. serafim

A simpática sombra assoma
das cavernas, risonha.

Trançando teias de assombro,
na luz do eco redondo,
se faz tremendo ribombo.

A sombra simpática assoma.

Não com0 a luz, que tomba,
prossegue tênue a sombra.
Ínfima potência sem doma.
Como casca de osso, sem dona.

Das cavernas a simpática sombra.

Vinicius R. Serafim

A solidão dos LPs,
os pés gelados
os livros jogados.

Assim se faz sombra,
passa horas molengas
sobre a dor que tomba.

Sobre o estudo inacabado
permaneço um rascunho
de vida riscada/rabiscada ao punho.

Vinicius R. Serafim

Não se fazem Lucíolas como antigamente.
Não se fez uma somente
na imensa solidão.
Tenho o prazer de ser vítima da noite.
Que se faz açoite
na minha paixão.
Então quando interrogado pelos teus olhos
.
.
.

Profundo olhar de um corvo
na sombra um abismo se faz.

Se empoleiram os anjos em teus cabelos,
deslizam os ventos no teu seio.

Foi feita labirinto de carne,
emaranhado de carvalhos e clãs do diabo.
Seria um sentido além do 6º,
retomando o ciclo do sol.
Foi vista como um sonho negro,
um morcego ou corvo, cardeal ou moxo...

Vinicius R. Serafim

Discreta noção da verdade,
nativa pantera de jade.
Notívaga, diurna, caleidoscópica.
lógica, lógica. irrefreável lógica.
Escorre aos litros é cósmica
Sem litros, sem caldo, sem gole
Lógica, lógica, fome...

Vinicius R. Serafim

Retomo a sombria hora
segundos cortados
Horas de fluxos contrários
relógios obtusos
Que tempo?

Aspiro as eras com calma
tenho que fazê-lo
O espaço preenche o pulmão,
infinito espaço compacto

Vinicius R. Serafim

As fotos vão embaladas na sarjeta,
barcos vikings enterrando mágoas mouras.
Descem os pesares lodo abaixo,
não os paro.
Navegar é preciso.
Ir para longe é obrigatório.

Voam as cartas pela janela, suas palavras estão curadas,
pois que voem.
Deixem minhas asas, desbravem o céu como Dumont.
Voem para o sol e queimem...

Vinicius R. Serafim

O céu toca a terra
E não move mais.
São longas as horas.
E não move mais.

A sombra desnuda o céu,
é infinita visão de uma reflexão.
Circulam os tolos espectros,
pelo cosmo vão estrelas,
- vagalumes vegetativos!-
luminando centelhas de algo.

A carne procura a carne.
A depravação da carne.

São bocas que matam,
elas fervem o sangue, o sexo.
Bocas drenam a alma.

E vivem carrascas...

Vinicius R. Serafim

Horas tardias, horas caladas,
horas perenes, horas escassas.
Oras?
De que vale o tempo?
Tudo flui no espaço.

Ele é infinito.

Se ele é infinito...
quem acaba sou eu.

Vinicius Rodrigues Serafim
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Going down south

maio 30, 2011

E com passos lentos vou em direção ao inferno. Subo, como quem vai à morte… Não desejo chegar, mas sigo. Meu destino é o nono, ainda ando no primeiro… Longas escadas e longas romarias. Minha caminhada é solitária e solitária será, não desejo mais que caminhar… Subir…Subir e, subindo, cada vez mais descer ao inferno. Ao menos o inferno possui a mais bela vista do paraíso.

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Elegia Canina

junho 12, 2010

Bicho vil, animal imundo.

Teu fim virá quando o sol do meio-dia,

Rachando o crânio teu, deixará vosso cérebro na calçada,

convulsionando na frente de todos os seus.

Ar ao alto!

Onde a culpa escondeu os famintos olhos seus?

Esquadrinhando todos os quadrantes,

desviando-se dos risos ambíguos de estudantes, como um estouro,

Da mão de pensado carrasco partiu, e a pedra, o bicho por fim feriu.

O uivo estridente, aplacado pelo trovejar de néscios,

Encuralando a vontade ardente, dando por fim a cara a bater:

Dos olhos do homem, até os olhos do moribundo cão, sombrios.

E para a culpa eu sirvo mais um gole.

Quanto mais longe me encontro do princípio,

maior e mais horrenda a flácida culpa torna-se.

Sem nenhuma virtude, espero os novos dias que virão.

Pobre pecador que sou, tenho-me mais por desconhecido, do que em vão.

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Pesares

maio 19, 2010

Coisas são como sinais
Tempos claramente irreais
Presenças irrestritas
Outrora tão dignas
Como bailarinas
Dançando em eterna
Cintilante Sintonia
Nem pregando uma vida
Ou mesmo iluminando
Pensamentos perdidos
Talvez a beleza tão tardia
Arredia a planos sensatos
Aqueles passos tão marcados
Que nem se notam
Os anos passando
Palavras sendo ditas
Na mais pura natureza
Realmente sem sinas
Senão um claro prisma
Ligado aquele alvorecer
Sentado com presságios
Tendo seus próprios fantasmas
Presos no eterno passado
Onde não se retorna
Pelo menos não desejado
Será repentina aquela dor
Ou mais um mero torpor
Nada lhe é mais caro
Que o provar amargo
Um abraço desleixado
De olhares apagados
Numa silhueta vazia
Presa naquele dia
Sereno e tão pleno
Aonde eu sempre morria.

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As ervas daninhas…

maio 3, 2010

E rego com sangue meu jardim de amores. Por muito tempo ausentei-me e nesses séculos algo cresceu aqui sem que eu percebesse. Ervas malignas, ervas daninhas. Plantas amaldiçoadas: nem belas, nem cheirosas; apenas daninhas. Lentamente suas vinhas tomaram o caule de minha roseira, com carinhos sufocantes enforcam lhe as pétalas. Minha roseira parece sofrer. Sei do que ela precisa, mas não há como solucionar…
Tais ervas destilam seu veneno na corrente leitosa de seiva da minha roseira. Como o sangue envenenado, os líquidos que sustentam minha planta começam a escassear. Ela encontra-se envolta em medo e lágrimas, sofre calada com o fel que lhe atinge. Pudera ela gritar, pudera eu ser ouvido. Minhas palavras ecoam na surda flor que jaz ali. Meus gritos de desespero não lhe afetam, ela não mais vê a mão do jardineiro que a cultivou. Ela apenas ouve o lento fluir da morte que lhe atinge.
O amor que tenho cultivado em meu peito seria o único alimento a lhe salvar, no entanto ervas daninhas que há muito encubaram suas sementes surgiram. Ervas que surgiram muito antes de minha chegada, na terra em que minha flor decidiu ser plantada. Bem alimentada, minha planta estava alegre, mas havia algo que eu não sabia. Sobre o cálido corpo daquela rosa, plantas malignas habitavam. Elas devoram todo o amor que depositara, todo o amor que nutrira minha flor.
Sou agora, um pobre jardineiro que vê a flor mais bela definhar, sem nada poder fazer. Sem nada saber fazer. Apenas observo o sibilar das vinhas da maldade sobre o belo corpo de minha roseira. Com seus tentáculos imaginados, essa hera se apossa de minha cálida rosa. Minha rosa perde a cor a cada dia e cada dia mais definha. Regarei a com meu sangue, quem sabe assim meu coração seja ouvido e tais ervas morram finalmente.

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Uma carta já perdida no tempo…

janeiro 22, 2010

Saudações, minha cara. Como vai?
Perdão se não a tenho procurado. Os dias têm sido muito desgastantes e não há muito que ser dito ultimamente. Fico feliz em saber que gostou de meus textos, eles não são mais que meus sentimentos. Tento ser apenas verdadeiro. Eu teria mil palavras para lhe dar se a mim fosse permitido usar as palavras de tal modo. Para você apenas entrego os sentimentos mais singelos que tenho: os que não estão carregados de enxofre e que por vezes parecem sumir sob uma vasta cortina de dor e angústia. Para ti, somente os bons sentimentos desse pobre tolo. São poucos eu sei, mas são tudo que tenho. Não me importaria em entregá-los de bom grado, mas são únicos. Sendo assim, compartilho. Compartilho um leve sorriso, quase escondido entre o cenho fechado. Compartilho uma leve carícia que se aninha nas mãos que afagam tão fundo quanto à alma. Compartilho o simples desejo de fechar os olhos e saber que não estou sozinho. Compartilho essa ilusão. É pouco, eu sei.
Não saberia definir essa sensação de estar fechado, vazio e perdido. No entanto, próximo a um coração amigo, tudo se completa. Assim me sinto, às vezes. Mas é tudo tão raro nesses dias de hoje, tenho até medo de ser feliz, não saberia como agir. Esqueço, porém que parte de minha felicidade já existe, em cada encontro, em cada palavra amiga, em cada sorriso, em cada delírio. Bem, sou um tolo e sei. Só um tolo encontra alegria em tão singelas epifanias. Bendita seja minha tolice, então. Perco minha sanidade em cada palavra dita de modo sincero, mas somente assim elas podem ser proferidas.
Minhas palavras são meu alívio em cada dia e a cada dia mais. Entrego minha alma em cada palavra e cada palavra entrego sabendo que jamais voltará. Isso me faz bem. Não sei o quê dizer ou como dizer. Não domino aquilo que digo, apenas o faço. Se minhas palavras te fazem bem, é o meu maior desejo. Esteja bem minha cara amiga,

Antônio dos Anjos.

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Nostalgia frente uma tela

janeiro 19, 2010

[Para M]

Quando eu era mais novo eu queria uma guitarra,

um maço de cigarros,

uma bolsa média e uma passagem,

de ida – uns dois ou três camaradas, uma banda

– naqueles tempos eu tomava rock e literatura

como narcóticos, psicotrópicas ilhas lisérgicas, fadas

– algo pra estranhos pra loucos, exilados

Bem & Mal eram dois pastores de Marte

que mal-conseguiam respirar oxigênio

sob o domo de meu cérebro e o meu ‘mau’

daqueles dias eram outros, apenas outros –

masturbação, um crânio cansado, praças,

bucetas, deus, família, falta de grana,

flerte com portas, Baudelaire, Quincey, aluguel –

pra eles isso soava… ‘Estranho’ [que piada!]

– era o cartão de entrada

– [pipoca & arquibancada] para aquele que só

estava buscando um pouco de Paz

& uma maldita Guitarra Elétrica

– a Ida foi só um colateral-efeito de ambas as drogas.

09/10/2010

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Post-it para um jovem escritor

dezembro 6, 2009

[i]Escrever é para a vida.[/i]

É o que alguém diria em um espaço limitado, e a confissão banal e melodramática sai assim, em uma escrita automotiva, sem passar pelo conhecimento do nosso “freio intelectual”. Há. Os meninos, que se acham grande demais para continuar brincando com a sombra de seus própios sonhos…
Escrevo apenas por não conhecer outra força maior, me impedindo do desatino de procurar teus olhos a todo instante. Nem o cemitério mais pobre está a salvo de parcas palavras humanas na hora da morte…Escrever. Assim, mal confessionado, mal escrito e mal dito…

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Before the morning comes

novembro 15, 2009

Em algum lugar, antes do amanhecer, há um anjo sentado sobre as linhas de um trem. Ele observa as estrelas no céu de Viena e imagina seu brilho pranteando as lápides do Friednhof der Namenlosen. As almas que permanecem, se perdem a bailar sobre a grama ouvindo as canções de uma velha quiromante. Não há lugar para onde se possa fugir, não há paraíso, Deus é espaço entre corpos que nem mesmo permanecem no tempo, nada há. Apenas um amanhecer no por vir. Tudo se resume ao pôr do sol onde uma velha beija um garotinho.

As asas do anjo se abrem em um milhão de cravos.

Enquanto em Paris ou nova York um poeta bêbado come um hambúrguer e um Milk shake.

Uma coisa nada tem a ver com outra. Mas tudo estava pronto, bastou adicionar umas palavras.

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