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Pesares

maio 19, 2010

Coisas são como sinais
Tempos claramente irreais
Presenças irrestritas
Outrora tão dignas
Como bailarinas
Dançando em eterna
Cintilante Sintonia
Nem pregando uma vida
Ou mesmo iluminando
Pensamentos perdidos
Talvez a beleza tão tardia
Arredia a planos sensatos
Aqueles passos tão marcados
Que nem se notam
Os anos passando
Palavras sendo ditas
Na mais pura natureza
Realmente sem sinas
Senão um claro prisma
Ligado aquele alvorecer
Sentado com presságios
Tendo seus próprios fantasmas
Presos no eterno passado
Onde não se retorna
Pelo menos não desejado
Será repentina aquela dor
Ou mais um mero torpor
Nada lhe é mais caro
Que o provar amargo
Um abraço desleixado
De olhares apagados
Numa silhueta vazia
Presa naquele dia
Sereno e tão pleno
Aonde eu sempre morria.

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