h1

Elegia Canina

junho 12, 2010

Bicho vil, animal imundo.

Teu fim virá quando o sol do meio-dia,

Rachando o crânio teu, deixará vosso cérebro na calçada,

convulsionando na frente de todos os seus.

Ar ao alto!

Onde a culpa escondeu os famintos olhos seus?

Esquadrinhando todos os quadrantes,

desviando-se dos risos ambíguos de estudantes, como um estouro,

Da mão de pensado carrasco partiu, e a pedra, o bicho por fim feriu.

O uivo estridente, aplacado pelo trovejar de néscios,

Encuralando a vontade ardente, dando por fim a cara a bater:

Dos olhos do homem, até os olhos do moribundo cão, sombrios.

E para a culpa eu sirvo mais um gole.

Quanto mais longe me encontro do princípio,

maior e mais horrenda a flácida culpa torna-se.

Sem nenhuma virtude, espero os novos dias que virão.

Pobre pecador que sou, tenho-me mais por desconhecido, do que em vão.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.